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História & Cultura

Ruth Benedict: antropóloga ou espiã de guerra acidental?

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Ruth Benedict antropóloga ou espiã de guerra acidental
Imagem: link.springer.com

Podemos pensar que não existe muita emoção nas pesquisas acadêmicas. Afinal, vários livros e páginas escritas não podem ir além disso.

Mas, na verdade, estamos muito enganados ao pensarmos assim. E isso porque lembrar de Darwin embarcando para Galápagos e desenvolvendo sua teoria da evolução é sim bastante interessante.

Além disso, aqueles que trabalham com as Ciências Sociais também não estão longe disso. E quem dirá a antropóloga Ruth Benedict, que é tema do artigo de hoje aqui no Super Misterioso

Em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial, Benedict se envolveu em uma tarefa um tanto controversa. E tudo isso após receber um convite do departamento de guerra dos Estados Unidos. 

A história de Ruth Benedict: dos livros à guerra 

Nascida em 6 de julho de 1887, em Nova York, Ruth iniciou seus estudos em literatura mudando para outra área logo em seguida: a Antropologia

Diferentemente de Ciências Exatas, as Ciências Sociais lidam com realidades que seus pesquisadores conhecem por dentro: a da sociedade. Para isso, trabalha lado a lado com arqueólogos e linguistas. Assim, a esta área se dedica a olhar de perto as diferentes culturas e sociedades do mundo. 

Isso pode significar morar por meses em comunidades indígenas afastadas ou mesmo vivenciar a realidade de grupos urbanos por anos. Conhecemos tais profissionais por essas empreitadas dentro da realidade concreta dos grupos que estudam. 

Ruth Benedict tem uma frase muito interessante, que diz: “A cultura é uma lente pela qual vemos a sociedade”.

Quais são os interesses de uma pesquisa social? 

O contexto é a Segunda Guerra Mundial. Os aliados disputam territórios e a vitória sobre o chamado Eixo do Mal. Além da já conhecida atuação da Alemanha neste eixo, também temos um outro país envolvido, o Japão. 

Nos Estados Unidos, Ruth recebe no mês do seu aniversário um convite que irá mudar tudo em sua vida. Entretanto, ela não precisaria sair de onde estava para executar o que lhe foi pedido pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos. O resultado desse estudo mudaria para sempre sua vida. 

Ruth Benedict, a partir dali, deixaria de ser apenas uma intelectual para se tornar praticamente uma agente do estado norte-americano. Para isso, seria responsável por estudar a cultura japonesa para ajudar seu país a vencer a guerra. 

O resultado deste trabalho, que Ruth escreveu nos Estados Unidos sem precisar ir até o Japão, foi a obra “O Crisântemo e a Espada”. O livro detalha aspectos importantes da cultura japonesa. E seu mentor Franz Boas, outro famoso antropólogo da escola norte-americana, colaborou em sua produção.

Desfecho

O final já conhecemos: os Aliados venceram o conflito e o Japão foi bombardeado, causando uma das maiores tragédias da história deste planeta. 

Desde então, pesquisadores de todo o mundo começaram a mudar sua mentalidade sobre o que faziam. E isso especialmente as Ciências Sociais que, a partir dali até os anos 1980, passaria por uma autocrítica sobre seu próprio papel na sociedade. 

O que você achou da história de Ruth Benedict? Acha que ela acabou sendo uma espiã de guerra por acidente ou apenas fez seu trabalho como cientista social? Comente e compartilhe este artigo se você gostou.

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Expressões populares: descubra como surgiram 7 delas

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Expressões populares: descubra como surgiram 7 delas
Imagem: canva.com

A maneira como o brasileiro médio se expressa, frequentemente, é muito mutável. Existem algumas expressões populares, contudo, que servem para transmitir conhecimentos de geração em geração e, por isso, sofreram poucas variações.

Pensando nisso, esse artigo do Super Misterioso irá falar sobre a história de algumas dessas expressões que são repassadas de pais para filhos.

Ficou interessado em descobrir mais sobre as expressões populares? Então, continue acompanhando esse artigo.

Afinal, o que são expressões populares?

As expressões, ou os ditados populares, é como a identidade de uma determinada cultura.

Em outras palavras, essas expressões são uma das maneiras encontradas pelas pessoas mais velhas para transmitir conhecimento e sabedoria aos mais novos.

As origens de algumas expressões populares guardam algumas curiosidades, veja:

1. Pé rapado

Essa expressão que ainda é muito famosa entre os diálogos brasileiros teve início em meados do século XVII.

Antigamente já existiam divisões de classes sociais bem definidas. Todavia, alguns espaços públicos, como a igreja e alguns prédios, tinham que receber pessoas de todas as classes.

Os mais abastados chegavam a esses lugares montados a cavalo ou de charrete. Os menos afortunados, que caminhavam muitos quilômetros a pé, no entanto, costumavam chegar nesses ambientes com as solas dos sapatos bastantes sujas de barro.

Para que não sujasse o local, os administradores acharam por bem colocar na portaria esse objeto de ferro para que os pobres rapassem o pé antes de adentrar a igreja, por exemplo.

Nesse contexto, surgiu a expressão popular que se refere às pessoas financeiramente pobres.

2. Casa da mãe Joana, a mais famosa entre as expressões populares

Essa é uma das expressões populares mais utilizadas ainda hoje. Muitas vezes é designada para se referir a um lugar confuso, ou seja, um ambiente sem ordem. A expressão surgiu no século XIV.

A Rainha Joana I de Nápoles teve uma vida bastante atribulada. De acordo com alguns autores, Joana se envolveu em uma ação conspiratória que custou a vida de seu marido. Além disso, Joana ainda foi exilada pela Igreja devido a sua vida regida por poucas regras.

De modo a construir uma casa que acolhesse a todos, a refugiada Joana foi responsável por realizar a regulamentação de bordéis na cidade em que vivera.

Nesse sentido, a casa da mãe joana ficou conhecida como um lugar que cada pessoa pode fazer o que quiser. Em outras palavras, é um local destinado à desordem e a desorganização.

3. Amigo da onça

Quem nunca ouviu essa expressão popular datada da década de 1940?

Péricles Maranhão, o criador do personagem, descreve o amigo da onça como alguém debochado, irônico, pouco confiável e cheio de malandragem.

Gostar de levar vantagem, bem como gostar de colocar pessoas em situações embaraçosas e desconfortáveis são características fundamentais de um verdadeiro amigo da onça.

Expressões do período escravocrata

Todas essas expressões populares que surgiram no período escravocrata ainda são muito comuns até os dias atuais. Confira suas origens e significados a seguir:

  • Lavar a égua

Significa se dar bem. No período da exploração do ouro, alguns dos escravos mais corajosos escondiam pepitas debaixo da crina do cavalo. Eles faziam isso a fim de comprar sua liberdade.

Ao lavar o animal os fragmentos de ouro eram recuperados. Esse crime era motivo para açoitar o escravo até a morte.

  • Meia tigela

Equivale a algo sem valor. Durante as explorações nas minas, aqueles escravizados que não conseguiam cumprir a meta preestabelecida ganhavam apenas metade da tigela com comida. Essa é uma das expressões populares que surgiu entre os próprios escravizados, de modo a tirar sarro.

  • Espírito de porco

É algo impuro. Antigamente não existiam frigoríficos e nem açougues. Dessa forma, os escravizados eram obrigados a matar o porco.

Eles não gostavam da prática porque acreditavam que o espírito do porco iria para o corpo de quem matou. Essa teoria se baseava no choro do porco que era como um lamento humano.

  • Nas coxas

É algo mal feito. Durante o período escravocrata, os escravos tinham que moldar as telhas em suas coxas. Dessa forma, elas ficavam com formatos e tamanhos variados.

Gostou desse artigo e de conhecer mais sobre as expressões populares? Então, continue acompanhando o Super Misterioso para mais conteúdos como esse.

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Conheça 8 lendas famosas do folclore brasileiro

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Conheça 8 lendas famosas do folclore brasileiro
Imagem: canva.com

O folclore brasileiro está repleto de lendas e personagens super interessantes. Por isso, esse artigo do Super Misterioso irá apresentar algumas das histórias mais populares do folclore nacional.

Ficou interessado em descobrir mais? Então, continue a leitura.

Afinal, o que é folclore?

O folclore é uma ciência de tradições. Em outras palavras, o folclore é um misto de costumes, lendas e provérbios que representam a identidade social de um povo.

As manifestações artísticas, em geral, preservadas por um grupo, também podem ser folclore.

O folclore brasileiro é composto por lendas, contos e mitos de criaturas e seres super fantásticos que constroem o imaginário popular durante gerações.

Conheça 8 lendas e personagens que compõe o folclore brasileiro

1. Cuca

Essa criatura velha, mítica e assustadora ganhou vida com o propósito de amedrontar as crianças que se recusavam a dormir cedo e a obedecer aos pais.

Muito popular nas obras do escritor Monteiro Lobato, a cuca é retratada como uma bruxa maldosa, com aparência de jacaré e com os cabelos loiros, que tinha prazer em sequestrar crianças desobedientes.

2. Lobisomem

Esse personagem que amedronta até mesmo os adultos é o resultado de uma maldição.

Essa maldição, ou seja, a licantropia, concedia a um homem a capacidade de se transformar em um lobo durante as noites de lua cheia.

O lobisomem, isto é, metade homem, metade lobo, possui garras afiadas e força sobre-humana. A única coisa que pode matar um lobisomem é uma certeira bala de prata no coração.

Mas, atenção. Se ele ferir o oponente primeiro, o lutador também se transforma em lobisomem.

3. Iara, a sereia do folclore brasileiro

Também conhecida como Mãe D’água, Iara é uma bela sereia, isto é, metade mulher, metade peixe, famosa por seduzir os homens com sua bela voz e promessas de riquezas.

Essa lenda indígena, com traços portugueses, conta que Iara foi vítima da inveja dos seus irmãos.

Iara, além de ser a filha do pajé, era lutadora e guerreira. No entanto, a moça caiu em uma emboscada que seus irmãos prepararam. Com intensão de se defender, Iara matou todos eles.

O pajé não gostou do resultado e mandou que jogassem Iara no encontro dos rios Negro e Solimões, a fim de castigá-la.

Naquele momento, ao ser salva pelos peixes, Iara assumiu a forma de sereia e ganhou o título de senhora das águas.

4. Curupira

Esse protetor das florestas é um personagem do folclore brasileiro que teve início na cultura indígena e se espalhou rapidamente pelas terras brasileiras.

O pequeno anão com cabelos vermelhos como o fogo e com os pés virados, ou seja, com os calcanhares para frente, embora seja pequeno, também é detentor de uma força sobrenatural e de um assovio ensurdecedor.

A lenda ganhou força quando os indígenas começaram a encontrar cadáveres na floresta. Para eles, esses mortos teriam sido vítimas do curupira, visto que ele poderia até matar aqueles que fizessem algum mal para as florestas.

5. Saci Pererê, o personagem mais travesso do folclore brasileiro

Esse rapaz serelepe se tornou um personagem do folclore brasileiro por volta do século XVIII. A partir de então ele é descrito como uma figura de baixa estatura, negro, com apenas uma perna e gorro vermelho.

Geralmente o Saci é um ser muito travesso, brincalhão e agitado. Por isso, ele sempre realiza travessuras por onde passa.

Existem ainda muitos outros personagens folclóricos, como:

6. Boitatá: a cobra que cospe fogo para proteger as florestas dos destruidores.

7. Boto cor de rosa: um boto capaz de se transformar em um belo rapaz que seduz as mulheres, bem como as engravida e abandona.

8. Bumba meu boi: essa é uma importante manifestação artística e popular do folclore brasileiro. Essa manifestação é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e também como Patrimônio Cultural do Brasil.

Gostou desse artigo e de saber mais sobre o folclore brasileiro? Então, continue acompanhado o Super Misterioso.

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Jardins Suspensos da Babilônia: realidade ou mito?

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Jardins Suspensos da Babilônia: realidade ou mito?
Imagem: artstation.com

Você já ouviu falar dos fantásticos Jardins Suspensos da Babilônia? Se já, deve saber que eles são descritos como maravilhosos, quase um paraíso na terra. 

Porém, existem muitos mistérios envolvendo estes jardins suspensos. Entre eles, se questiona bastante se eles de fato existiram. Continue lendo esse artigo do Super Misterioso e decida você mesmo se eles eram reais!

O que foram os Jardins Suspensos da Babilônia?

Durante a antiguidade, a Babilônia foi uma das cidades mais importantes do mundo. A sua posição geográfica favoreceu o desenvolvimento de comércios e riquezas. Por conta disso, é normal que a cidade tivesse grandes construções.

Contudo, quando os historiadores se depararam com textos antigos descrevendo os Jardins Suspensos da Babilônia se surpreenderam devido à grandeza com a qual são descritos. 

Segundo os textos, existia uma construção composta por 6 terraços em forma de andares, cheios de plantas tropicais. Alguns relatos também descrevem estátuas de deuses, touros e dragões.

Além disso, os escravos alimentavam um sistema de piscinas e cachoeiras através de roldanas e baldes, usando a água do Rio Eufrates.

Sobretudo, os Jardins Suspensos da Babilônia serviam como um parque em que os cidadãos podiam passear entre as árvores frutíferas e as cachoeiras. 

Realmente parece um paraíso, não é mesmo? No entanto, existe um debate intenso sobre se eles realmente existiram ou se foram apenas um mito. 

Os Jardins Suspensos da Babilônia realmente existiram?

Certamente, os Jardins Suspensos da Babilônia parecem um paraíso. Por isso, são considerados uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

Por outro lado, todo o material estudado sobre a construção são relatos. Ao todo, 5 escritores descreveram os Jardins Suspensos da Babilônia. A primeira menção aconteceu cerca de 290 a.C.

Apesar disso, os historiadores não encontraram nenhum documento que provasse a existência deles. Ou pelo menos, nenhum documento foi preservado.

Bem como não existe nenhuma evidência arqueológica que prove que realmente foram reais. É claro que a construção pode estar soterrada pelo Rio Eufrates, sendo impossível escavar para achá-la.

Uma nova descoberta

Em 2013, a cientista da Universidade de Oxford, Dra. Stephanie Dalley, encontrou o que ela acredita ser a construção enterrada dos Jardins Suspensos da Babilônia.

Entretanto, a localização não se encaixa com a dos relatos. Em vez de estar na Babilônia, Dalley encontrou os restos na capital do antigo Império Assírio, Nínive.

Da mesma forma, com este descobrimento se passou a acreditar que os Jardins Suspensos da Babilônia foram construídos entre 705 e 681 a.C. pelo rei Sennacherib. Ou seja, teria sido construída séculos antes que se acreditava.

Assim, surgiu a teoria de que os relatos escritos eram formas de reviver a memória de tempos passados. 

De fato, até hoje não podemos saber com total certeza se eles existiram ou não. E, inclusive, onde eles foram construídos. 

Mas, ainda assim, eles são considerados uma das maiores e mais belas construções do mundo antigo, junto com as pirâmides do Egito.

Quer saber mais sobre esse e outros mistérios? Continue aqui no Super Misterioso!

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